BEBIDAS
A história da Champagne
A história deste vinho, que só descobriu a forma efervescente que conhecemos hoje por volta do ano 1670, tem início no século VI e sua fama se espalhou por todas as cortes da Europa até que hoje, felizmente, também os plebeus podem usufruir desta maravilha.

A região de Champanhe passou a se dedicar ao cultivo de uvas a partir do séc. VI. A primeira coroação de reis na região de Remis, região de Champanhe, ajudou a espalhar sua popularidade pela França. No século XVI, grandes reis europeus, Carlos V da Espanha, François I da França e Henrique VIII da Inglaterra tinham agentes na região com o único propósito de lhes garantir suprimentos deste vinho. Por volta do ano 1670 o champanhe teve sua grande transformação pelas mãos de um jovem monge beneditino, famosos pelas habilidades em lidar com o vinho. Não se pode dizer que Dom Pérignon inventou o champanhe, mas ele foi o primeiro tirar total proveito da famosa efervescência natural daquele vinho. Foi ele quem aperfeiçoou a arte de fazer grandes vinhos brancos de uvas tintas e também soube decidir o momento certo de engarrafar o vinho para que o açúcar restante no mosto realizasse uma segunda fermentação após o engarrafamento. Finalizando com chave de ouro, desenvolveu uma rolha para prender estas deliciosas bolhas sob pressão. Assim o vinho espumante estava definitivamente aprisionado.

Ao longo do século XVII e XVIII, houve grande rivalidade entre os vinhos tintos leves de Champanhe e os tintos da Borgonha. A discussão foi até a faculdade de medicina de Paris que concluiu que o homem necessita dos dois vinhos, assim como de duas pernas. Uma solução digna de Salomão. O champanhe também era a bebida favorita do rei Sol, o francês Luiz XIV, e assim todas as cortes reais da Europa descobriram que champanhe se tornou uma parte essencial de suas vidas.

Na Rússia, no final do século XVIII, sob o reinado da imperatriz Elizabeth, o champanhe superou o vinho húngaro Tokay como o vinho oficial para os brindes. Frederico I, da Prússia, adorava champanhe. Uma vez perguntou se alguém podia explicar porque o vinho era efervescente. Solicitaram ajuda da Academia em Berlim e os cientistas queriam 60 garrafas para fazerem algumas experiências, ao que o rei enfurecido respondeu: "Não vejo porque eles devem beber meu vinho. Prefiro passar a vida sem saber porque borbulha do que abrir mão de uma só gota!".