BEBIDAS
A história do Vinho

História

Recentemente foi descoberto no sul da Grécia, uma adega onde se armazenavam vinhos em grandes jarros, pertencentes ao rei Nestor, da cidade de Peloponésia e que datam de 1500 A.C.
Ânforas foram encontradas em quase todas as regiões em que os gregos praticavam o comércio, tais como Egito, Itália, França e Rússia.
Sabe-se que por volta de 800 A.C. o vinho chega ao sul da Itália através dos Gregos.
Porém, no norte da Itália, já se elaborava e comercializava o vinho.
Não se sabe ao certo se os etruscos trouxeram as videiras da Fenícia ou de uma outra região da Ásia Menor, ou mesmo, se cultivaram uvas nativas da Itália, onde já havia videiras desde a pré-história.
A mais antiga ânfora de vinho encontrada na Itália data de 600 A.C. e era etrusca.


Quem usou as uvas primeiro para a elaboração do vinho?

Entre 264 e 146 A.C., os romanos elaboraram um manual que foi traduzido para o latim e o grego, estimulando a plantação comercial de vinhedos.
Em 171 A.C. é aberta a primeira padaria em Roma. Além de mingau de cereais, os romanos passaram a comer pão e beber cada vez mais vinho.
Apareceram vinhos de qualidade de vinhedos específicos.
O mais famoso foi o "Opimiano", do vinhedo Falernum safra 121 A.C., que foi consumido durante 125 anos, conforme registros históricos.
Com a indústria do vinho já estabelecida em toda a Itália, passaram a surgir exportações para a Grécia e Macedônia. Os melhores vinhos eram de Roma e Pompéia.
Após destruição de Pompéia pela erupção do Vesúvio, no ano 79 D.C., iniciou-se uma louca corrida pela plantação de vinhedos, provocando desequilíbrio no fornecimento a Roma, provocando desvalorização das terras do vinho.
Os hospitais, além de tratar dos doentes, eram centros de produção e distribuição de vinhos, assim como "albergues" para pobres, viajantes, estudantes e peregrinos.
As universidades através dos intercâmbios de seus estudantes, também tiveram importância na divulgação e consumo do vinho.
É do ano de 1300 o primeiro livro impresso sobre o vinho, chamado "Liber De Vinis".
O livro possui propriedades medicinais de vinhos aromatizados com ervas, para cura de várias doenças. O autor do livro foi Amaldus de Villanova, catalão, médico e professor da Universidade de Monpellier.
Também encontra-se no livro métodos de comercialização de vinhos, como o costume fraudulento de oferecer aos fregueses alcaçuz, queijos salgados e nozes afim de não perceberem o sabor amargo e ácido do vinho.
Daí por diante, com os descobrimentos e expedições colonizadoras, o vinho chegou às Américas e a África.
Com Cristóvão Colombo, em 1493, a uva foi espalhada para o México, Sul dos Estados Unidos e colônias espanholas da América do Sul e chegam no Brasil, no litoral Paulista em 1532, trazido pelas mãos de Martim Afonso de Souza e Brás Cubas.



São muitas as histórias sobre a descoberta do vinho, dentre as quais se destacam:

França
Há 2 milhões de anos atrás, em cavernas de Lascaux, foram encontradas pinturas de povos primitivos, local onde, até hoje, crescem vinhedos selvagens. Não seria nenhum absurdo supor que a convivência dos primitivos com as uvas não tenha resultado em algum tipo de vinho.

Turquia, Jordânia, Líbano e Síria
Sementes de uvas do tipo de planta hermafrodita, essencial para o cultivo de vinho, que datam de 8.000 A.C. foram encontradas por arqueólogos, que consideram estas sementes a evidência da probabilidade de elaboração de vinhos.
A videira selvagem possui flores macho e flores fêmea em plantas separadas, e raramente a videira gera plantas hermafroditas. Esses primeiros primitivos teriam selecionado as plantas hermafroditas e as cultivado possibilitando a elaboração do vinho. Esta data coincide com a mudança sofrida pelos nômades de estabelecer-se em um lugar e cultivar a terra, além de caçar.

Irã
Foi encontrada uma ânfora, de 3.500 anos, contendo no seu interior uma mancha residual de vinho. Assim como a Pérsia (Irã) e o Caucásos (Geórgia), a Mesopotânia e outros países da região cultivavam as videiras e as comercializavam.
Foram os Fenícios, que depois de se apoderarem do comércio da Península Ibérica, levaram videiras para toda a Europa. Na região de Caucásos, conforme relatado no Velho Testamento, Noé durante o dilúvio, ancorou sua Arca no topo de um monte esperando a catástrofe passar. Após desembarcar os animais, Noé plantou um vinhedo e com os frutos fez um vinho.
Se em sua Arca, Noé tinha videiras, além dos animais, e ainda sabia a arte de fazer vinho, de onde elas vieram? Onde Noé morou antes do dilúvio? Existem especulações de que ele foi um dos sobreviventes de Atlântica.

Babilônia
A mais antiga obra literária conhecida, datada de 1800 a.c. conta sobre a lenda de Upnapishtim, um herói Gilgamesh, parecida com a lenda de Noé, porém sem as videiras.
O vinho só vem aparecer mais adiante nas escrituras, onde o herói entra no reino do Sol e lá encontra um vinhedo encantado. Caso lhe fosse permitido beber, ele obteria a imortalidade.

Egito
No Egito, pinturas que datam 1000 à 3000 A.C., mostram que, apesar de não inventarem o vinho, os egípcios foram os primeiros a saber registrar os detalhes da vinificação.
Pinturas retratavam, com detalhes a colheita da uva, a prensagem e a fermentação.
Era um produto restritos aos nobres, ricos e sacerdotes que o bebiam em taças ou jarras, em ambiente festivo e luxuoso. O vinho, dentre outras coisas, eram também oferecido aos Deuses.
A dedicação dos egípcios aos vinhos era tanta, que na tumba de Tutankamom foram encontradas 36 ânforas de vinho onde algumas continham inscrições da região, safra, nome do comerciante e controle de qualidade sob a inscrição "muito boa qualidade".