Ballantine's Gold Seal
A saga deste scotch whisky começa em 1827, quando um jovem
escocês, George Ballantine, originário das terras
baixas (Lowlands), abriu uma casa de comércio em Edimburgo.
Os destilados que ele vendia logo conquistaram a nobreza e a intelectualidade
locais.
Hoje, a Ballantine's controla várias destilarias, onde
ainda produz whiskies por um processo rigorosamente tradicional.
Um deles, o Ballantine's 12 Years Gold Seal, resulta de uma mistura
de quarenta diferentes whiskies. O resultado é um blended
de cor dourada com reflexos âmbar, proveniente de seu longo
envelhecimento.
O perfume é penetrante, de grande intensidade e notável
finesse. O sabor seco do Ballantine's Gold Seal possui um agradável
fundo de carvalho.
Black
& White
O Black & White é uma das marcas mais apreciadas no
Brasil. James Buchanan começou a fazer o seu blended em
1881, usando garrafas pretas com o rótulo branco, sob o
nome de Buchanan's Blend. O nome pelo qual o whisky é hoje
mundialmente conhecido foi adotado em 1904.
Completou-se a marca , depois, com a dupla dos cachorrinhos escoceses.
Misturando diferentes whiskies, o Black & White responde às
exigências dos conhecedores pelo equilíbrio de seu
blended, com leveza de corpo e vivacidade de gosto.
Seu nose tem um aroma no qual se dintingue o perfume dos maltes,
entre eles o Dalwinnie, um respeitado Speyside. O paladar é
suave, medianamente seco, onde se percebem doces indícios
de turfa oriunda da urze, das Highlands. Em resumo, um excelente
scotch.
Chivas
Regal
Há muito tempo, no Brasil, quem entra num bar elegante
e pede uma dose de Chivas Regal é visto como uma pessoa
de bom gosto. Nada mais justo. O Chivas Regal é considerado
internacionalmente o príncipe dos blended whiskies.
Na sua composição entram de trinta a quarenta malt
whiskies, envelhecidos em pequenos barris de carvalho. Há,
ainda, a longa maturação em barris onde anteriormente
havia sherry.
O resultado é uma bebida que, após um envelhecimento
de doze anos, atinge a plenitude do sabor e maciez. O Chivas Regal
tem cor âmbar claro, com relfexos esverdeados. Seu perfume
é intenso e etéreo: lembra - nos a fumaça
da turfa e o pão de cevada.
Na boca, apesar de seco, desce suave, deixando no paladar um fundo
de amendôa tostada. O Chivas Regal é um whisky de
raça.
Cutty
Sark
O que primeiro impressiona no Cutty Sark é seu tom amarelo-claro.
Sabe-se que aquele alourado vem do envelhecimento do malte em
tonéis de carvalho antes usados para xerez.
O resultado, sem dúvida, agrada e predispõe ao que
impressiona no Cutty Sark em segundo lugar: o sabor. Tem gosto
de whisky resultante do amadurecimento do blend e, como se sabe,
do retorno ao tonel depois do blend, para harmonizar o "casamento"
dos diversos whiskies que o compõem.
Por fim, impressiona a escolha do nome Cutty Sark, tirado de um
veleiro veloz do século passado, inspirado, por sua vez,
no clássico poema escocês em que uma bruxa, vestida
apenas com uma camisola curta (cutty sarky), persegue um componês
. É o tipo de história que pede um drink.
Dimple
de Luxe
É comum o apreciador de whisky admirar diferentes marcas
sem conhecer seu parentesco e ignorar o fato de serem provenientes
dos mesmos fabricantes, destilarias e regiões. Nem todos
sabem, por exemplo, que o Dimple de Luxe é produzido pela
mesma empresa que faz o Haig, a John Haig, dona de três
destilarias de malt whisky na Escócia: duas nas Highlands
e uma em Lowlands.
Contendo whiskies provenientes também de outras destilarias,
o Dimple é um blend de bom caráter, envelhecido
quinze anos, com grande força aromática.
Bastante estruturado, apresenta-se redondo na boca com suave paladar
de frutas e um digno toque de defumado. É um desperdício
tomá-lo com gelo, como aperitivo. O Dimple vai melhor puro,
como digestivo.
J
& B
Dois negociantes de bebidas, Justerini e Brooks, fundaram em 1749,
em Londres, uma sociedade de sucesso. Posteriormente, compraram
destilarias nas Higlands da Escócia e começaram
a produzir malt e blended scotch.
O resto da história todo mundo conhece. O J & B 15
anos é um blended que resulta da combinação
de mais de quarenta malt whiskies e grain whiskies.
O envelhecimento lhe faz bem, na aparência, no sabor e no
aroma. O J & B 15 anos tem cor de ouro-claro com reflexos
topázio. Seu perfume é distinto, lembrando cevada
tostada. O sabor seco, sem aspereza, com um fundo de mel selvagem
que se prolonga na boca. Um grande whisky disponível no
Brasil.
Johnnie
Walker Black Label
As duas principais versões de muito sucesso do Johnnie
Walker são:
• A primeira, com um whisky mais jovem, é apresentada
numa garrafa com rótulo vermelho. É o Red Label.
• A outra possui o rótulo preto. É o Black
Label envelhecido em barris de carvalho durante doze anos, é
um blended composto por diversas variedades de malt whiskies.
Tem uma cor dourada, perfume que lembra especiarias e um sabor
seco e delicioso. Extraordinariamente límpido, apresenta
cor âmbar-vivaz, com belos reflexos luminosos.
Quem quiser apreciar melhor todas essas qualidades, deve bebê-lo
puro, sem gelo e sem água.
A Johnnie Walker - só para lembrar - também produz
o Swing, aquele whisky cuja garrafa balança sobre a própria
base sem cair.
White
Horse
O White Horse é elaborado por uma casa fundada em Glasgow,
na Escócia, em 1883, por James Logan Mackie.
Atualmente, pertence ao poderoso grupo Distillers Company Limited,
que controla várias destilarias de malt. Na ilha de Islay,
por exemplo possui a famosa Lagavulin.
O White Horse é um blended whisky, cujo nome deve ser escrito
com letra maiúscula.
Tem cor amarelo-topázio, perfume de fumaça de turfa
e sabor seco com fundo de cevada defumada. Um dos malt whiskies
usados no blend do White Horse procede justamente da destilaria
de Lagavulin. Isso já bastaria para qualificá-lo.