BEBIDAS
Tipo de Licor
Amaretto
Feito na Itália, tem sabor de amêndoas. Sua primeira produção aconteceu em Saronno (1525), em homenagem ao pintor Bernadino Luini. Vai bem em pratos tanto salgados quanto doces.

Bénédictine
Criado por monges beneditinos na Normandia (França) em 1510, sua receita quase desapareceu durante a Revolução Francesa (1789). Foi reencontrada em 1863 pelo comerciante Alexandre le Grand. O Bénédictine é feito com 27 ervas, plantas e cascas, muitas delas típicas da região. Sua produção é delicada e demorada: uma garrafa leva 3 anos para ficar pronta, seguidos de mais 4 anos de envelhecimento. Por isso, transformou-se em um dos licores mais famosos do mundo. As letras D.O.M. (Deo Optimo Maximo, que significa “para Deus, só o melhor e o maior”) estão no rótulo.

Chartreuse
Apreciado licor de ervas, é encontrado nas versões verde e amarelo (sem a utilização de corantes). É produzido a partir de 130 ervas e especiarias. É o mais antigo licor ainda feito por monges: sua fórmula, criada no século 16, começou a ser vendida em 1848. Depois de guerras e revoluções, os monges se exilaram na Espanha, onde fundaram uma destilaria de Chartreuse que funciona até hoje, em Tarragona. A cada ano ela é visitada pelos 3 únicos monges que conhecem a fórmula do licor. A destilaria principal fica próxima ao monastério de Chartreuse, nos Alpes franceses, perto de Grenoble.

Cointreau
É o mais conhecido triple sec (seco) do mundo. Produzido na França, o Cointreau é feito de Curaçao incolor, um licor produzido com a casca de pequenas laranjas verdes originárias da ilha de Curaçao. A marca é pioneira no mundo na produção de Curaçao, que é também uma especialidade entre os holandeses.

Grand Marnier
Feito a partir do licor de laranjas de Curaçao, maceradas no conhaque. Com várias versões, a da garrafa que leva uma fita amarela igual a uma condecoração é a que possui menor teor alcoólico.

Kümmel
Foi desenvolvido no século 16 pelo destilador holandês Lucas Bols, em Amsterdã, onde até hoje é feito pela firma que leva seu nome. Alguns de seus ingredientes: cariz, cominho, erva-doce, lírio florentino. Sua receita foi difundida em vários países. Na Alemanha, é feito em versão cristalina, com teor alcoólico de 60%, pela firma Wolfschmidt e, em Hamburgo, pela firma que detém a marca Gilka, bastante famosa. A determinação dos fabricantes de kümmel em manter secreta a sua fórmula tem sido cumprida.

Sambuca
Há uma tradição ao se degustar este famoso licor italiano: flambando-o. Primeiramente, são adicionados 3 grãos de café em um copo cheio de sambuca. O licor é flambado e as chamas permanecem por alguns segundos até que os grãos sejam torrados. A chama, então, é assoprada. Os grãos tostados dão um aroma suave ao licor. O nome deste drinque é sambuca com mosche (moscas), numa referência aos grãos de café. Existe também uma versão já aromatizada com café, a sambuca negra. Diferentemente do que muitos acreditam, seu ingrediente principal é o amieiro, e não o anis.

Baileys Irish Cream
É o original creme de licor irlandês. Feito a partir do uísque da Irlanda, foi criado nos anos 70 e teve sucesso imediato: sua subida meteórica atingiu um quarto do mercado mundial de licores. Hoje, um dos maiores problemas é a imitação da bebida, feita a partir de técnicas desenvolvidas depois de muitas pesquisas.